Com argumento de Allan Heinberg baseado na personagem criada por William Moulton Marston e Harry G. Peter, "Mulher-Maravilha"/"Wonder Woman" de Patty Jenkins (2017) parte da personagem da DC Comics, Diana/Gral Gadot, filha de Hippolyta/Connie Nielsen, uma amazona treinada por Antiope/Robin Wright, para a fazer emergir no final da I Guerra Mundial, na Europa.
Aí ela ajuda o Capitão Steve Trevor/Chris Pine a derrotar as forças alemãs contrárias ao armistício, vencendo pessoalmente o General Ludendorff/Danny Huston e a sua acólita, a Drª. Maru/Elena Anaya, e o super-vilão Sir Patrick/David Trewlis, que a queria fazer desistir de ajudar os humanos.

Típica história de banda-desenhada americana, "Mulher-Maravilha" assume o seu grafismo em termos cinematográficos, com muita criação digital e efeitos digitais que tornam a personagem mais forte, mais protegida e mais ágil, e por isso invencível.
Tem fotografia de Matthew Jensen, música de Rupert Gregson-Williams e montagem de Martin Walsh. Sobressaem os cenários de Anna Lynch Robinson e o guarda-roupa de Lindy Hemmings. Por sua vez, Patty Jenkins já tinha realizado "Monstro"/"Monster" (2003), que valeu a Charlize Theron o Oscar da Melhor Actriz, e volta a ter aqui um bom trabalho.
O grande espectáculo do filme está de acordo com o grande espectáculo que desde cedo alimentou o cinema americano, feito para espectadores de todas as camadas de público e, portanto, para o box-office, no que cumpriu acima das expectativas. Não sendo apreciador deste género de filmes, posso apreciar o engenho da sua criação e identificar na protagonista e na narrativa reconhecíveis valores americanos sob a poderosa protecção da filha dos deuses.

