quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Indignidade

    "O Número"/"Remember", de Atom Egoyan (2015), com argumento de Benjamin August, é um filme sem grande brio mas com fibra e alguma chama, que remete para a memória de Auschwitz.
   Zev Guttman/Christopher Plummer, viúvo e a sofrer de demência, recebe de Max Rosenbaum/Martin Landau o encargo de matar um misterioso nazi que esteve em Auschwitz e sai do hospital em que estava para o procurar, enquanto o seu filho Charles/Henry Cremy tenta localizá-lo.
                      
     Depois de encontrar três indivíduos com o mesmo nome entre os Estados Unidos e o Canadá nenhum dos quais é o que procura, no fim de um longo percurso com alguns percalços sabe que o quarto será o propriamente dito - e não vos conto mais.
     Sem dever nada de especial ao estilo do cineasta de origem arménia, o filme resolve-se entre números com uma pirueta inesperada, em que reside o especial motivo de interesse que apresenta - afinal, num tempo de memórias pouco claras de Zev, o significado do número gravado no braço era outro.
    Tem bons actores, fotografia de Paul Sarossy, música de Mychael Danna e montagem de Christopher Donaldson. Vê-se sem enfado embora nada de especial acrescente à obra de Atom Egoyan salvo do lado do duplo e da morte.

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