O flme "O Labirinto da Saudade", de Miguel Gonçalves Mendes (2018), revela-se um belo ensaio em filme sobre Eduardo Lourenço, o famoso ensaísta e filósofo português, com a participação dele próprio.
Juntando-lhe um belo conjunto de personalidades, Abi Feijó, Lídia Jorge e Gonçalo M. Tavares, José Carlos de Vasconcelos, Pilar Del Rio e Ricardo Araújo Pereira, Ramalho Eanes, Jorge Sampaio e Álvaro Siza, procede a uma divagação a partir do livro homónimo do homenageado e em diálogo recolhe palavras dele e dos outros.
Com recurso aos meios do cinema e da animação bem utilizados, é um filme singelo que presta serviço à cultura portuguesa e aos que lá andam de forma desinibida e feliz, centrando-se numa personalidade fulcral sem recalcar o elemento político, antes sublinhando-o com imagens de época.
Conta com argumento do realizador, que já tinha feito em 2010 o documentário "José e Pilar", de Sabrina D. Marques e Diogo S. Figueira, tem um feliz tratamento do espaço, simultaneamente labiríntico e onírico, e uma boa utilização das palavras escritas.
É sempre melhor quando o objecto da homenagem merecida, que discorre longamente sobre Portugal, Espanha e Brasil e não se esquece de recordar Agostinho da Silva, está vivo e participa. Passou na passada quarta-feira na RTP1 e estreou em sala no dia seguinte.
Conta com argumento do realizador, que já tinha feito em 2010 o documentário "José e Pilar", de Sabrina D. Marques e Diogo S. Figueira, tem um feliz tratamento do espaço, simultaneamente labiríntico e onírico, e uma boa utilização das palavras escritas.
É sempre melhor quando o objecto da homenagem merecida, que discorre longamente sobre Portugal, Espanha e Brasil e não se esquece de recordar Agostinho da Silva, está vivo e participa. Passou na passada quarta-feira na RTP1 e estreou em sala no dia seguinte.
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